Por que as coisas não acontecem mais devagar?? Parece que tem que ser sempre tudo ao mesmo tempo agora!
De uma hora para outra o que parecia ser uma navegada em águas tranquilas vira uma regata em meio a uma tormenta. Novos fatores aparecem na equação, velhos ressurgem e de repente a vida vem com tudo para me lembrar de como ela é feita de decisões.
Se a vida fosse um filme, hoje eu apertava pause!
11 de novembro de 2008
7 de novembro de 2008
Persona
O título desse post não tem relação direta com o filme de Bergman e sim com a máscara que os atores do teatro grego usavam.
Talvez melhor seria usar como título " A Gaia Ciência". Um livro que ainda não li. Mas está na minha lista. Acho que tenho receio de que muita filosofia me faça pensar mais do que eu já penso hoje... Eu hein??
Talvez melhor seria usar como título " A Gaia Ciência". Um livro que ainda não li. Mas está na minha lista. Acho que tenho receio de que muita filosofia me faça pensar mais do que eu já penso hoje... Eu hein??
Segundo consta, é nele que está um dos aforismos mais famosos de Nietzsche: "Torna-te quem tu és."
"Quando Nietzsche Chorou" virou best seller, e muitas pessoas, inclusive eu, depois de ler o livro do Yalom pararam para pensar nisso. Então esse post aqui é só mais um dos muitos sobre o tema que devem ter espalhados pelos blogs mundo afora, porém não tenho nenhuma pretensão de analisar profudamente o assunto.
Mas esta foi a tônica dos comentários do post anterior. As opiniões podem até divergir em alguns aspectos, mas todos concordam sobre a necessidade de sermos nós mesmos.
Muitas vezes as pessoas criam para si mesmas personagens. Vestem máscaras na tentativa de se ajustar, de fazer com que a vida pareça mais fácil. E, ao que tudo indica, todo mundo que está aqui concorda que este não é um bom caminho, certo?
Só que está mais do que provado que o esforço vale a pena. Ser fiel a você mesmo é uma escolha que não tem como dar errado! Tentar se enquadrar no que você não é apenas para agradar os outros ou para que as coisas fiquem mais fáceis, é caminho certo para dor de cabeça.
Já passei por isso e não quero mais!! Se há uma coisa boa nos fracassos são as lições que tiramos deles. Essa foi uma delas... Uma fichinha colocada quando li a máxima de Nietzsche e que só foi cair algum tempo depois.
Sou o que sou e gosto do que sou. E quem não gostar... bem, o que não falta é gente diferente no mundo para encontrar e gostar!
नमस्ते
1 de novembro de 2008
O que elas querem?
Nessa fase de entresafra, após sair de um relacionamento e antes de entrar em outro, tenho me perguntado constantemente: "Afinal, o que elas querem??"
Eu sei que a Sra. J não pode ser considerada como um bom parâmetro, mas o fato de ter terminado um relacionamento, ainda que com alguém que não está em seu juízo perfeito, faz com que eu volta e meia pare para pensar no que eu devo melhorar.
Muita gente sustenta (mulheres inclusas) que mulher gosta mesmo de um cafajeste. Bom, se isso for verdade, estou ferrado porque não sou e, não tem jeito, não consigo ser. E tem mais... Para mim já ficou bem claro que não adianta pretender ser algo que não somos. Você pode até conseguir mas cedo ou tarde vai dar merda.
Mas voltando aos cafajestes, não acredito que as fãs deles sejam unanimidade no mundo feminino. Claro que elas existem, mas não significa que todas têm a mesma preferência. Duvida? Então veja aqui, aqui e aqui!
Sendo assim, uma vez que ainda há esperanças para os não cafajestes, o que posso fazer para melhorar?
Eu aconselha a focar na conquista. Mas creio que sempre me atentei a isso. Talvez o importante aí seja lembrar de manter esse foco dia após dia. Quem acha que já ganhou o jogo está a um passo de começar a perder.
Também aconselha a não ser tão bonzinho. Aí está uma coisa que sei que preciso me controlar. Mas talvez a questão seja não ser tão bobinho e aprender a dizer não de vez em quando.
Acho que daqui pra frente vou é tentar seguir os conselhos de Aristóteles e encontrar a virtude no equilíbrio.
Mas se alguém tiver algum conselho, por favor não se acanhe de deixar nos comentários!
Eu sei que a Sra. J não pode ser considerada como um bom parâmetro, mas o fato de ter terminado um relacionamento, ainda que com alguém que não está em seu juízo perfeito, faz com que eu volta e meia pare para pensar no que eu devo melhorar.
Muita gente sustenta (mulheres inclusas) que mulher gosta mesmo de um cafajeste. Bom, se isso for verdade, estou ferrado porque não sou e, não tem jeito, não consigo ser. E tem mais... Para mim já ficou bem claro que não adianta pretender ser algo que não somos. Você pode até conseguir mas cedo ou tarde vai dar merda.
Mas voltando aos cafajestes, não acredito que as fãs deles sejam unanimidade no mundo feminino. Claro que elas existem, mas não significa que todas têm a mesma preferência. Duvida? Então veja aqui, aqui e aqui!
Sendo assim, uma vez que ainda há esperanças para os não cafajestes, o que posso fazer para melhorar?
Eu aconselha a focar na conquista. Mas creio que sempre me atentei a isso. Talvez o importante aí seja lembrar de manter esse foco dia após dia. Quem acha que já ganhou o jogo está a um passo de começar a perder.
Também aconselha a não ser tão bonzinho. Aí está uma coisa que sei que preciso me controlar. Mas talvez a questão seja não ser tão bobinho e aprender a dizer não de vez em quando.
Acho que daqui pra frente vou é tentar seguir os conselhos de Aristóteles e encontrar a virtude no equilíbrio.
Mas se alguém tiver algum conselho, por favor não se acanhe de deixar nos comentários!
30 de outubro de 2008
Por que escrevo?
Quando comecei este blog, pensei que escrever seria bom para mim. Uma espécie de terapia, sem precisar pagar nem esperar a próxima semana para fazer mais uma sessão.
E realmente escrever sobre os meus sentimentos, sobre os acontecimentos, coisas que gosto e que não gosto... tudo isso me fez bem!
Ler os outros blogs espalhados por aí foi um ganho extra. Há coisas muito interessantes e muito bem escritas. De boas risadas a momentos de reflexão, fui percebendo que não só escrever seria bom.
Mas o que eu não esperava era que alguém pudesse passar aqui para ler minhas baboseiras! Mas não é que vocês vieram? Não sei bem como nem de onde, mas o fato é que os leitores sempre vão aparecendo.
E nos comentários do último post percebi mais um motivo pelo qual escrevo. Receber a visita e os comentários também faz um bem danado. E não só pela vaidade de saber que alguém realmente leu o meu texto. As palavras de apoio, as opiniões diferentes, as brincadeiras... tudo isso aumenta ainda mais os benefícios de manter o Sessão das Oito ativo.
Obrigado a todos!
E realmente escrever sobre os meus sentimentos, sobre os acontecimentos, coisas que gosto e que não gosto... tudo isso me fez bem!
Ler os outros blogs espalhados por aí foi um ganho extra. Há coisas muito interessantes e muito bem escritas. De boas risadas a momentos de reflexão, fui percebendo que não só escrever seria bom.
Mas o que eu não esperava era que alguém pudesse passar aqui para ler minhas baboseiras! Mas não é que vocês vieram? Não sei bem como nem de onde, mas o fato é que os leitores sempre vão aparecendo.
E nos comentários do último post percebi mais um motivo pelo qual escrevo. Receber a visita e os comentários também faz um bem danado. E não só pela vaidade de saber que alguém realmente leu o meu texto. As palavras de apoio, as opiniões diferentes, as brincadeiras... tudo isso aumenta ainda mais os benefícios de manter o Sessão das Oito ativo.
Obrigado a todos!
16 de outubro de 2008
Caminhos separados
Muitas coisas aconteceram. Vou tentar resumir mas acho que esse post aqui vai virar livro.
Procurei uma nova advogada porque as coisas da separação estavam mal encaminhadas. A doutora já mostrou logo que não iria deixar a bola parada e procurou a Sra. J para conversar.
Acho que ao ver que a hora de assinar está se aproximando, a Sra. J deve ter dado uma balançada. Pediu que queria me ver.
E lá fui eu. Desta vez muito mais inteiro emocionalmente e consciente do que deveria ser feito. Ela me pergunta o que eu penso que poderia ser feito pelo casamento. E acho que ao responder eu acabei com a coisa que era mais certa no mundo dela: "O Leonardo estará sempre disponível para mim."
Disse a ela que nosso casamento já havia acabado a muito tempo e que o melhor a fazer agora seria assinar logo essa separação. Se no futuro algo mudasse...
Ela se disse surpresa, que não esperava isso de mim. Então expliquei que quero estar com alguém que queira estar comigo. Quero me sentir amado. Nosso casamento já tinha acabado, não faria nenhum sentido ressuscitar um casamento morto sem que houvesse isso.
Tudo estaria bem se algo dentro de mim não ficasse me fazendo uma pergunta: Como assim?? Salvar casamento?? O que essa mulher quer???
Liguei e perguntei: O que você quer de mim? Você já não está em outra??
Ela teve a petulância de me dizer que não. E me devolveu a pergunta. Ahh, quer saber?? Dane-se! Se ela pode mentir, porque eu não posso também?
A coisa ficou feia. O que restava do mundinho dela onde o Leonardo sempre estaria ali pra ela terminou de vez.
A Sra. J disse que não quer mais ter nenhum contato comigo pois isso só estava machucando os dois. Se despediu, disse que iria buscar o próprio equilíbrio e desejou o melhor para mim. Retribui da mesma forma.
E desliguei o telefone um pouco atônito. Mas muito mais leve...
Procurei uma nova advogada porque as coisas da separação estavam mal encaminhadas. A doutora já mostrou logo que não iria deixar a bola parada e procurou a Sra. J para conversar.
Acho que ao ver que a hora de assinar está se aproximando, a Sra. J deve ter dado uma balançada. Pediu que queria me ver.
E lá fui eu. Desta vez muito mais inteiro emocionalmente e consciente do que deveria ser feito. Ela me pergunta o que eu penso que poderia ser feito pelo casamento. E acho que ao responder eu acabei com a coisa que era mais certa no mundo dela: "O Leonardo estará sempre disponível para mim."
Disse a ela que nosso casamento já havia acabado a muito tempo e que o melhor a fazer agora seria assinar logo essa separação. Se no futuro algo mudasse...
Ela se disse surpresa, que não esperava isso de mim. Então expliquei que quero estar com alguém que queira estar comigo. Quero me sentir amado. Nosso casamento já tinha acabado, não faria nenhum sentido ressuscitar um casamento morto sem que houvesse isso.
Tudo estaria bem se algo dentro de mim não ficasse me fazendo uma pergunta: Como assim?? Salvar casamento?? O que essa mulher quer???
Liguei e perguntei: O que você quer de mim? Você já não está em outra??
Ela teve a petulância de me dizer que não. E me devolveu a pergunta. Ahh, quer saber?? Dane-se! Se ela pode mentir, porque eu não posso também?
A coisa ficou feia. O que restava do mundinho dela onde o Leonardo sempre estaria ali pra ela terminou de vez.
A Sra. J disse que não quer mais ter nenhum contato comigo pois isso só estava machucando os dois. Se despediu, disse que iria buscar o próprio equilíbrio e desejou o melhor para mim. Retribui da mesma forma.
E desliguei o telefone um pouco atônito. Mas muito mais leve...
7 de outubro de 2008
Algumas fotos
Eu sou metido a fotógrafo amador.
Fiz curso e tudo.
Mas ninguém merece ser obrigado a ver as mais de mil fotos que eu tirei na Europa.
Fiz um site com uma pequena seleção.
Fiz curso e tudo.
Mas ninguém merece ser obrigado a ver as mais de mil fotos que eu tirei na Europa.
Fiz um site com uma pequena seleção.
2 de outubro de 2008
Aos soldados que tombaram...
Eu provavelmente não deveria estar contando isto aqui nesse blog. Mas creio que meus poucos mas queridos leitores e leitoras são discretos o bastante.
No casamento na Bélgica encontrei com minha família. Seguimos viagem juntos para passar mais alguns dias na França.
Estávamos no vale do Somme, a caminho da Normandia. Apenas campos e mais campos de plantações e alguns cemitérios militares espalhados nessa que foi uma das regiões mais devastadas na Primeira Guerra Mundial.
Lá pelas tantas minha irmã fala: "Leonardo, preciso fazer xixi!"
"Tá bom, vamos parar."
Parei na primeira lanchonete. Fechada! Segunda-feira, onze horas da manhã, estrada movimentada e a lanchonete fechada! Segui mais alguns quilômetros. Minha irmã já começava a se contorcer pra segurar a bexiga. Parei na próxima lanchonete. Minha irmã sai correndo mas... NÃO TINHA BANHEIRO NA LANCHONETE!!!
Continuamos a viagem e agora minha irmã já estava desesperada. A estrada seguia reta à nossa frente por vários quilômetros... Nada além de campos cultivados. De repente uma placa indica "Cemitério Britânico - 2 Km".
"Quer que eu pare no cemitério e você faz atrás do matinho?" - Falei.
"Ahh meu Deus... Tá bom, vai! Pára!"
Acho que não foi pelos motivos mais nobres, mas tenho certeza que minha irmã agradeceu do fundo do coração aos soldados que tombaram nos campos do Somme.
No casamento na Bélgica encontrei com minha família. Seguimos viagem juntos para passar mais alguns dias na França.
Estávamos no vale do Somme, a caminho da Normandia. Apenas campos e mais campos de plantações e alguns cemitérios militares espalhados nessa que foi uma das regiões mais devastadas na Primeira Guerra Mundial.
Lá pelas tantas minha irmã fala: "Leonardo, preciso fazer xixi!"
"Tá bom, vamos parar."
Parei na primeira lanchonete. Fechada! Segunda-feira, onze horas da manhã, estrada movimentada e a lanchonete fechada! Segui mais alguns quilômetros. Minha irmã já começava a se contorcer pra segurar a bexiga. Parei na próxima lanchonete. Minha irmã sai correndo mas... NÃO TINHA BANHEIRO NA LANCHONETE!!!
Continuamos a viagem e agora minha irmã já estava desesperada. A estrada seguia reta à nossa frente por vários quilômetros... Nada além de campos cultivados. De repente uma placa indica "Cemitério Britânico - 2 Km".
"Quer que eu pare no cemitério e você faz atrás do matinho?" - Falei.
"Ahh meu Deus... Tá bom, vai! Pára!"
Acho que não foi pelos motivos mais nobres, mas tenho certeza que minha irmã agradeceu do fundo do coração aos soldados que tombaram nos campos do Somme.
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